quarta-feira, 27 de maio de 2009

Bocas Desunidas



Não consigo ir nem voltar
Seguro as emoções dos acontecimentos
Como estações que se abrem para mim
Há um desespero agudo
Atrás de cada porta
Que suprime o passar dos segundos
Procuro uma forma diferente de morrer
Acabar com tudo que carrego em mim
Sentar-me-ei sobre a noite escura
Alma já não possuo
Palavras é o que me restam
E quando o fim chegar
De mim só restará a boca
Numa espera aterradora
Da ausência de teus beijos


Gildo Rêgo

2 comentários:

  1. lindo esse poema,me deu uma expiração.

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  2. QUE BOM VER TODOS SEUS RELATOS, CRIAÇÃO. COMO É BOM SABER QUE VOCÊ ESTEVE EM MINHA COMPANHIA POR 4 ANOS..QUE DEUS CONTINUE TE AJUDANDO E SEMPRE AO TEU LADO.. VOCÊ SERÁ SEMPRE FANTÁSTICO. TEAMO MEU ETERNO E QUERIDO ALUNO, HOJE UM GRANDE MESTRE!!MUITO FELIZ POR TI!

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