Da tristeza que vivo
Sofro o peso árduo da solidão
O fado é desprezível
Só restam-me lembranças
Os momentos guardados no baú das recordações feneceram
Vejo a vida pelo avesso
O ontem é parte do meu penar
O hoje amigo do meu sofrer
O amanhã chegará inescrupulosamente
Uma melancolia perene invade meu ser
O amor escondido nas faces sombrias do medo
Não mais ressurgirá
Você se foi...
Agora sou o nada preenchido do vazio
E a luz que outrora brilhava em mim não mais brilhará.
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