a Mário de Sá Carneiro
Algemas,
Correntes,
Sangue,
Preso a uma árvore,
O corpo repleto de flechas
Que ferem as minhas ilusões.
Estou preso a um mundo insano
Ao qual não pertenço
Luto incansavelmente contra a vida
Sinto morrer a cada segundo.
Minha existência é uma metáfora
Espero ofegante a vinda do desconhecido
Em uma carruagem de sombras
Guiada por um futuro incerto.
O gosto amargo do fim
Padece em minhas entranhas
E aqui permaneço, entre
Algemas,
Correntes, e
Sangue.
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