terça-feira, 26 de maio de 2009

Ontem

Ontem o rouxinol posou em minha janela
Cantando murmúrios de tristeza
São contundentes as mazelas

Caminho pela madrugada cega
Procurando a face que me compõe
Na escuridão que ela trafega

O espelho reverbera minha sombra
O rosto marcado pelo tempo
Resquícios de uma vida sem honra

Os fantasmas riem de mim
E vai-se egresso pelo esgoto
O que ontem fui! Em fim...

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