Ontem o rouxinol posou em minha janela
Cantando murmúrios de tristeza
São contundentes as mazelas
Caminho pela madrugada cega
Procurando a face que me compõe
Na escuridão que ela trafega
O espelho reverbera minha sombra
O rosto marcado pelo tempo
Resquícios de uma vida sem honra
Os fantasmas riem de mim
E vai-se egresso pelo esgoto
O que ontem fui! Em fim...
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